30 dezembro, 2019

Bolachas sossegadas

Ter a casa cheia de gente é tão bom, mas sabem lá vocês o quanto eu aprecio estar sozinha por vezes.

21 dezembro, 2019

Bolachas dizem que é preciso reflectir, não basta ler

E fixem bem este pensamento: não somos importantes. Não somos nada. Algum dia a carga que trazemos poderá ajudar alguém. Mas nem quando tínhamos os livros à mão, há muitos anos, demos qualquer uso ao que deles retirávamos. 

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury - página 179

Bolachas rodeadas de TVs

- Tempo livre, sim. Mas tempo para pensar? Se não estamos a conduzir a mais de cem à hora, sem espaço na cabeça para outra coisa que não seja o perigo da situação, estamos em casa a jogar um jogo qualquer ou snetados numa salinha rodeados de ecrãs de televisão.

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury - página 100

Bolachas e os livros

Você não precisa de livros, precisa é do que costumava estar nos livros.

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury - página 99 

Bolachas e o sentimento de brilhantismo

Dê-se às pessoas concursos para que elas possam ganhar ao lembrarem-se das letras das canções mais populares ou dos nomes das capitais estatuais (...).
Encha-se-lhes a cabea de factos não-cobustiveis, de tantos factos até se sentirem cheias mas "brilhantes" por adquirirem tanta informação. Aí começarão a sentir que pensam, que se movem sem na realidade se moverem. E serão felizes, porque factos dessa natureza não mudam.
Evite-se dar-lhes matérias escorregadias como Filosofia ou Sociologia para que liguem umas coisas às outras. 

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury - página 76

451 Bolachas

- Imagine. O homem do século XIX, com os seus cavalos, os seus cães, as suas charretes, o seu movimento lento. Então no século XX, a imagem torna-se mais acelerada. Os livros ficam mais curts. Condensações. Resumos. Tabloides. Tudo se orienta para a piada, o fim abrupto.

- Fim abrupto - repetiu Mildred, anuindo com a cabeça.

- Os clássicos eram agora programas de rádo de quinze minutos, e cortados de novo para caberem num segmento sobre livros com dois minutos, acabando, finalmente, por se resumirem a dez ou doze linhas numa entrada de dicionário. (...) Mas havia muita gente para quem o único conhecimento que tinham do Hamlet (...) se limitava a um resumo de uma página num livro que se fizera anunciar com a frase "Agora pode finalmente ler todos os clássicos e manter-se a par dos seus vizinhos".Está a ver? Do berçário à universidade e de volta ao berçário: eis o padrão itelectual dos íltimos cinco séculos ou mais. 

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury - página 70 

Reconhecem alguma coisa? 

18 dezembro, 2019

Bolachas e o pretoguês

- Aquele rapaz que estava a cantar na obra? Não é brasileiro não. Ele diz que é pretoguês!

Bolachas hobbitianas

Não há nada como procurar se queremos encontrar alguma coisa.
O Hobbit - J.R.R.Tolkien - página 60 

Bolachas e os filhos da mamã

À Cláudia e ao Ricardo,
de quem eu sou "mamã" desde o secundário. Amigos sem complicações e sem presenças necessárias. Com quem conviver é fácil e divertido e que despertam a miúda que há em mim enquanto falamos de trabalho, séries e copos.
A quem nunca ouvi uma palavra sobre a vida dos outros, o que comprova ser possível conviver sem ser a falar da vida alheia.
Conversa fluída.

17 dezembro, 2019

Bolachas e a pintura dos tetos

Rapaz a pintar tetos e a ouvir música pimba, funk, sertanejo, etc, super alto

- Preto dum caralho! Eu já te mandei baixar a música que estamos aqui numa reunião!! Isto não é um baile! 

- Pronto pronto, já vai, já vai! 

(5 minutos depois continua a tocar a música super alto)

Alguém olha para o rapaz e:

-Não em faça pressão! Eu estou a pintar! Não me faça pressão!

04 dezembro, 2019

Abre as asas, Bolacha

Vais voar, Ditosa. Respira. Sente a chuva. É água. Na tua vida terás muitos motivos para ser feliz, um deles chama-se água, outro chama-se vento, outro chama-se sol e chega sempre como recompensa depois da chuva. Sente a chuva. Abre as asas. 

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - Luís Sepúlveda - página 136

Bolachas e o gato zorbas

É muito fácil aceitar e gostar dos que são iguais a nós, mas fazê-lo com alguém diferente é muito difícil, e tu ajudaste-nos a consegui-lo.

História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar - Luís Sepúlveda - página 102

03 dezembro, 2019

Bolachas e o Natal português

Este Natal decidi que todas as minhas prendas tinham de ser de marca portuguesa/loja portuguesa.
Fica a sugestão para um Natal mais sustentável e amigo do país:

Loiça da Bordallo Pinheiro
Bonita, de qualidade, mais barata que na Zarahome por coisas semelhantes.
Livros de autores portugueses
Afonso Cruz para a minha avó, José Rodrigues dos Santos para o meu pai.
Acessórios da marca Salsa
Brinquedos da loja Bosque Feliz
Plantas da Life in a Bag

Tudo comprado online, a chegar a casa em menos de uma semana. Recomendo

Bolachas felinas

Gatos

para fazer uma revolução,
Basta desobedecer aos donos.
Ou seja,
Imitar os gatos.

Paz traz Paz - Afonso Cruz - página 43