domingo, 18 de junho de 2017

Bolachas e os jornalistas

Não há ninguém mais sedento de sangue em tragédias do que os jornalistas. Raça mais nojenta que se alimenta dos desastres do outros.
Acabei de assistir, na SIC Notícias (supostamente uma fonte fidedigna e cuidadosa), a uma jornalista a entrevistar uma senhora em lágrimas, porque perdeu amigos e bens, e a estúpida da jornalista a fazer perguntas pessoais sobre quem morreu. "Mas conhecia? Eram seus amigos? Faziam o quê? Viviam aqui?"
Minutos antes uma outra, no mesmo canal, afirmava "Foi aqui!! Aquiiii!! Que morreram duas crianças e a mãe. O pai está destroçado. Foi Aquiiii!" como se fosse uma vitória ver carros carbonizados e famílias desfeitas.
E ainda a ávida procura de quem culpar, o que é que os bombeiros não fizeram e o que podiam ter feito no meio daquele inferno, em que suas senhorias só querem manchetes de jornal.

Não é jornalismo, é caça às bruxas e acima de tudo, falta de coração.
E incompetência já agora.

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