terça-feira, 2 de outubro de 2012

Bolachas e a Margaridinha

Eu sei que muitos de vocês tiveram um mini-ataque-cardíaco quando ali no separador "eu quero uma biblioteca" apareceu o nome da Margarida Rebelo Pinto. Agora que acabei o livro, eu passo a explicar o que se passou:
Muita gente fala mal da escrita da senhora e como as pessoas decentes só falam mal daquilo de que têm  mínima experiência... A Mariana decidiu ler o Sei Lá, e convenceu-me a fazer o mesmo. Portanto sim, eu li a Margaridinha e admito! E...
...comprova-se que é leitura do mais rasca barato fútil simples que há. Começamos logo com a senhora a dizer que os portugueses são uns fúteis e só querem saber de marcas, mas ela refere-se aos óculos de uma das personagens como "os armani da Luísavárias vezes
Segue-se o irmão da personagem principal a trata-la por você "Que tem a mana hoje?
E mulheres de 30 e 40 anos a comportarem-se como se tivessem 20: Elas é ir ao docks*, à kapital*, a ficarem bêbadas ainda antes do jantar, a fumarem charros - sim! Charros vejam lá! São modernas as senhoras -  a trocarem de namorados à grande e à francesa...
Inicialmente ainda tive alguns vislumbres de esperança com algumas frases dela - algumas que até publiquei - e, principalmente, quando ela disse que admirava bastante Jorge Amado - oh sim, eu ainda tive esperança... - mas umas páginas mais à frente a Margaridinha sai-se com "... livros de mesa de cabeceira que em tempos foram importantes para mim: O Alquimista do Paulo Coelho ..." 
I rest my case
*Para quem não é de Lisboa: são discotecas onde vão pessoas da minha idade por exemplo

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