sábado, 15 de setembro de 2012

Bolachas e a manifestação

Eu não sou contra a troika. Aliás, eu nem sou contra este governo - lá no fundo até acho que o coelhinho está a fazer um trabalho minimamente decente dentro dos possíveis - embora seja contra algumas medidas que eles tomaram quando ainda havia - e há! - outras coisas em que eles podiam cortar sem afectar tanto o povo. 
Nós temos 240 deputados no parlamento, o mesmo número que tínhamos na época das ex-colónias (8 ao todo, sendo que Angola e Moçambique são enormes). Também muito se falou na reorganização do espaço - separar ou juntar certas freguesias, uma medida que devia ter sido tomada à imenso tempo porque as populações mexem-se e há freguesias que já não se justificam - mas tanto se falou no assunto que nada se fez...
É por isto que eu me sinto revoltada, é por estas coisas que eu acho que faz sentido nos revoltarmos. Mas revoltar não significa desatar à pedrada à Assembleia da república, até porque isto inicialmente era um protesto pacífico, e era assim que se devia manter.

2 comentários:

  1. O povo está a chegar a um ponto em que o desespero é tanto que a razão se perde... Eu não sou a favor da violência que se gera sem motivo, mas sou a favor de um povo que luta por mudar, não se encostando (como sempre) ao "isto um dia muda"... Está na hora de sermos NÓS a mudar isto. Esta merda está TODA MAL há 38 anos. A geração deles estragou a nossa.
    Porra pa, tu e eu, no primeiro ano da faculdade, e não sei quanto a ti, mas eu não estou assim tão animada com ter um curso superior, tudo porque o sr Passos Coelho (e companhia, que ele não fez nada sozinho) não me dá previsões de poder exercer a minha área no meu país. Sinceramente, pondero gravemente fazer-lhe a vontade e ir descontar para outro pais.

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  2. Em 5 anos muita coisa pode mudar. Mantêm a esperança

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