segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bolachas embaladas

Embalada. Num sentido de certa forma metafórico e de certa forma real. 
Canta para mim canta! Assim baixinho para ninguém nos ouvir, como só tu o sabes fazer. Vá, embala-me e deixa-me ser feliz com os mais pequenos gestos de quem faz sem querer aquilo que pode significar o mundo. A teu jeito. 
Aquele jeito que me aterroriza e fascina, e ainda consegue por-me a rir de tão embaraçada que me pões. Admite! ou se preferires deixa como sempre foi: segredo. Daqueles segredos que só o são para alguns, que todos vêem e dão conta, mas que é segredo. Daqueles segredos assumidos e que confundem toda a gente à nossa volta, e a nós próprios.
Nem sei que te diga, e ao mesmo tempo uma lista de coisas para dizer. Coisas acertadas, passagens lindas e poéticas de livros, coisas dignas de aparecerem numa obra de Shakespeare... coisas com que tu me gozarias assim que abrisse a boca porque eu acabaria por atropelar-me nas palavras e dizer tudo ao contrário.
É assim. Sempre foi assim e sempre será.

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