segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bolachas em forma de coração

Eles não se conhecem, numa brincadeira um amigo comum diz que era giro se eles se conhecessem, e ele arranja o numero dela. Um dia começam a falar e acham-se piada. Na realidade, ele é giro, ela é gira, ele fá-la rir e começam a sair juntos. Curtem e decidem que podiam namorar, afinal, gostam um do outro. Namoram portanto, e de repente já se amam, ou não, dizem amo-te e põem montes de corações à volta de tudo.

É bonito realmente, mas não é verdade. Quanto muito podem estar apaixonados, mas paixão não tem uma palavra concreta como "amo-te", se tivesse seria algo como... eu "apaixono-te", nãã, não faz sentido. O inverso também acontece "eu estou apaixonada", refere-se a paixão, não a amor, se fosse amor seria algo como "eu estou amorada", não faz sentido, talvez seria "enamorada" mas isso tende para "namoro" não para "amor" (achará a língua portuguesa que amor, paixão e namoro não podem viver separados? claro que podem!). e é precisamente aí que eu queria chegar, por isso, voltando à nossa história.

"dizem amo-te e põem montes de corações à volta de tudo" e fazem isto por falta de palavras certas, ou para criarem uma doce ilusão. é que ninguém ama assim do nada, mas apaixona-se assim do nada. porque a paixão é uma coisa que se sente quando se olha, o amor é uma coisa que se sente quando se conhece.


sim...é mais ou menos isto

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