terça-feira, 27 de setembro de 2011

Bolachas e a verdade

  A verdade é que não fui eu que lhe contei, a verdade é que foi ele que lhe contou, mas tu já estavas suficientemente chateada e não queria que te chateasses com ele também, logo disse-te que tinha sido eu. Chateaste-te comigo, disseste que tinha deitado por água abaixo 6 anos de amizade e eu, como resposta, apenas te disse que a nossa amizade não se ia perder por isto, que ela já estava abanada à muito tempo - porque está - e que por mais que nenhuma de nós quisesse as coisas não duram para sempre e era normal. Depois disseste que já não estavas chateada mas que ias pensar no que eu tinha dito sobre a nossa amizade. 
  Fiquei a pensar se te devia ter dito ou não aquilo, a verdade é que devia, afinal, é a mais pura verdade. Quando me levaste para a casa de banho naquele jantar só demonstraste que apesar de estar tudo tremido, ainda estás lá para mim, assim como eu estou para ti, só não estamos como estávamos à 4 anos por exemplo, é normal, acontece. E um dia mais tarde podemos voltar a ter tudo o que sempre tivemos, mas não tive oportunidade de te dizer isso - ainda. 
  Eu não te quero perder, quero que tenhas isso bem presente, mas quero que percebas a realidade, nós não somos mais como antigamente. Tudo mudou, a escola, as companhias e até a maneira de ser. Chama-se crescer, e nós crescemos as duas
  Mas isto não significa que nos deixemos de falar - embora nós ultimamente não falemos de assuntos importantes - isso não significa que tudo acabe - porque não se acaba assim com nada que dura à tanto tempo - espero que um dia voltes a representar o que representaste durante tempo, assim como eu para ti.


Vai ficar tudo bem, no final, fica sempre. 
E eu adoro-te, aconteça o que acontecer.

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